Dentro de mim existe um lugar onde vivo inteiramente só
e é lá que se renovam as nascentes que nunca secam.
P.Buch

23 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO!

TIM TIM....
Desejo a todos vocês que estiveram comigo pacientemente lendo esses meus rabiscos nada mais do que o melhor para o ano de 2011. O melhor da vida, o melhor de vocês mesmos, o melhor que pudermos fazer, o melhor perdão, o melhor da descoberta, a melhor paciência, o melhor da entrega, o melhor da respiração, o melhor da risada, o melhor do amor.  E coloco aqui uma frase que recebi do ICI Coaching, e que é também o que eu desejo a todos: “Alinhe-se com a Luz Maior para que ela se expresse, livremente em sua vida. Blessings”.

Fazendo uma retrospectiva desse ano, posso concluir que foi um ano de muito trabalho, muito aprendizado. E o que mais aprendi nesse período foi sobre a aceitação. Não a aceitação do puro conformismo, mas a aceitação que integra, que pacifica nossa alma. Aceitar que tudo tem seu tempo para acontecer, aceitar que os ciclos se fecham para que novos possam se abrir, aceitar que o outro tem seu próprio processo, seu próprio caminhar e seu próprio tempo. Aceitar o meu próprio processo e o meu próprio tempo. Aceitar o diferente. Aceitar que aconteça o que acontecer, num nível mais profundo de nossa consciência....”tá tudo certo”.  Porque crescemos e aprendemos mais e mais com tudo aquilo que o universo nos envia.

Com relação ao blog, olhando lá nas estatísticas, fiquei muito feliz com tantos acessos de pessoas tão queridas e de outras que ainda nem conheço, mas que provavelmente vivemos na mesma sintonia, ou então não estariam, no meio de tantos afazeres do dia a dia, dedicando um tempinho para ler esses fragmentos de mim mesma. Agradeço a cada um de vocês e especialmente ao Edmilson, meu companheiro diário, que me incentiva sempre e me ajuda a não me perder na gramática.

Fiquei muito surpresa em saber que até agora o post mais acessado foi o “Lidar com Emoções” de 13/junho (... os pensamentos a gente os observa e as emoções a gente tem que senti-las sem julgamento e deixá-las passar.”).  E “coincidentemente” isso foi o meu maior aprendizado esse ano.

Então, já que aprendemos tanto nesse ano, o sentimento que fica é mesmo da total gratidão a tudo e a todos. Finalizo assim com a letra de uma música do CD – Mantras do Coração do professor de Yoga Márcio Assumpção e Diogo Camargo

Uma canção para a vida

Hoje quero cantar a Vida... 
A música da gratidão,
sabendo que tenho muito mais para agradecer
do que para pedir, 
por tudo que veio antes de mim,
por tudo que virá depois de mim.
gratidão pelos que ajudaram,
ajudam ou ajudarão,
pois essas pessoas me ensinam a cada dia
que estou na vida para servir.
gratidão por todos os que se apresentam
como pedras no caminho,
pois me lembram que algumas vezes
preciso ser podado para crescer forte.

Hoje quero cantar para a Vida...
A música da devoção,
sabendo que tenho muito mais a oferecer do que para pedir,
para a fé que está no coração de cada Ser,
para Deus que está em todas as manifestações de verdadeira fé.
Quero fazer um altar dentro de mim
E reverenciar meus pais, meus antepassados e meus mestres,
Para que eu possa seguir em frente com humildade e honra.

Hoje quero cantar para a Vida...
A música da meditação,
Sabendo que tenho muito mais que refletir do que pedir.
Quero cantar uma canção sem som, sem métrica, sem palavras.
Quero cantar o silêncio interior,
Para escutar a voz da Consciência
que abaixa o volume do ego e aumenta o volume do Ser.

Hoje quero cantar para a vida...
A música do coração,
Sabendo que tenho muito mais a cumprir do que para pedir.
Quero lembrar de minha inspiração nesta existência,
Para não esquecer o que estou fazendo aqui.
Quero na última expiração,
Ter a certeza do dever cumprido, do dharma mantido
E do caminho seguido.

Hoje quero cantar para o mundo...
E que outras pessoas ao ouvirem essa canção,
Possam cantar juntas comigo
A música da transformação.

NAMASTÊ


17 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

E que o amor, a base de toda a criação, desperte como pétalas de luz no coração de cada um de vocês, companheiros de jornada.

Para quem conhece meu baralhinho de anjos.... vou tirar um agora para todos vocês:



Anjo da Coragem
 
Cor = coração
agem = agir
 
Agir com o coração
 
 
 
 
 
 
No ano retrasado recebi esse vídeo de meu amigo Sérgio. Ele me tocou tanto que guardei. No ano passado enviei por email para várias pessoas e agora coloco aqui no blog para aqueles que possivelmente não tinham visto e, para aqueles que vão rever, se deliciem com tamanha delicadeza de desenho e linda música.
 

15 de dezembro de 2010

Aquietar-se


Casa Siloé - Vinhedo

O poder do silêncio 







 


Nós os índios conhecemos o Silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade para nós ele é mais poderoso
do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados
nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.
Observa os animais para ver
como cuidam de seus filhotes.
Observa os anciões para ver
como se comportam.
Observa o homem branco para ver
o que querem.
Sempre observa primeiro,
com o coração e a mente quietos,
e então aprenderás.
Quando tiveres observado o suficiente,
então poderá atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário.
Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões
nas quais todos interrompem a todos,
e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de “resolver um problema”.
Quando estão numa habitação e há silêncio,
ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente,
mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que
o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso
e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar,
eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo
se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares tomarei uma decisão
sobre o que disseste,
mas não te direi se não estou de acordo,
a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado
e me afastarei.
Terá dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é o suficiente para a maioria de vocês.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que
a terra está sempre nos falando,
e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.

12 de dezembro de 2010

Hábito


Eu e o San, quebrando o hábito
 Outro dia falava com uma pessoa sobre os hábitos que temos e que, sem mudar esses hábitos, provavelmente nossa vida também não mudará.

Todos os dias acordo, faço meus exercícios de respiração, tomo banho e vou na padaria comprar pão para meu café da manhã. Gosto de sair e ver as pessoas simplesmente vivendo. Vejo uma senhorinha que me lembra minha mãe que varre as folhas da calçada. Digo “bom dia” e ela diz “bom dia, como caem folhas dessa árvore!”. Vejo pessoas saudáveis indo para a academia perto de casa, vejo as mangas da árvore na rua da padaria, vejo o céu azul, ouço pássaros e vejo... o cachorro – aquele que late forte e que tenho medo. É, tenho medo de cachorro. Tenho feito alguns esforços para superar isso, confesso.

Outro dia vi um cachorro na rua por onde passo. Sozinho. Um cachorro normal como antigamente, sem lacinhos, roupinhas ou brinquedinhos e latidos histéricos. Era um cachorro mais velho e que andava distraidamente. Virei a esquina e lá estava ele vindo em minha direção. Senti aquele arrepio que corre a espinha. Mas ele vinha mansamente e eu pensei: “Ok. Primeira oportunidade desse dia para perder o medo”. Respirei. E continuei também em direção a ele e passamos um do lado do outro. Ele não latiu, não lambeu meu pé... Ufa! Consegui. E lá foi ele procurando alguma coisa no chão. E eu aliviada, procurando também para onde tinha ido o meu medo.

Fiquei pensando que mais do que medo de cachorro eu tinha a crença de que tinha medo de cachorro e era para ela que eu tinha que olhar, se quisesse perder o medo. Aí ficou mais fácil. Lembrei que o primeiro cachorro que eu toquei foi o Terry, um cão vira-lata velhinho da comunidade onde morei que meditava na porta da sala de meditação três vezes por dia junto com todas as pessoas. O segundo cachorro que toquei foi o San, que também nos rodeava quando fiquei na Serra da Mantiqueira, no maravilhoso curso de Renascimento. Ele era calmo, sereno, como os seus donos Tárika e Khalis.

Mas voltando sobre a questão dos hábitos que temos e não mudamos, percebi que nos rotulamos e não mudamos porque simplesmente não tomamos consciência disso e não praticamos uma nova maneira de agir e pensar. Quantas vezes temos o hábito de, descuidadamente, num grupo de amigos, fazer comentários sobre pessoas ausentes, esquecendo que o outro faz parte de mim, que o outro sente as mesmas dores que eu sinto e que vive processos complicados e muitas vezes bem parecidos com o nosso.

Outras vezes temos o hábito de reclamar de tudo. Reclamos porque está quente, porque está frio, porque é segunda-feira (reclamamos porque é segunda-feira!!!), porque meu carro quebrou, porque a vida está morna sem conseguir agradecer só pelo fato de estarmos vivos. Não conseguimos respirar e integrar as adversidades. Queremos eliminá-las, queremos que elas não existam para que eu não sinta dor. Criamos hábitos para ajudar a suprimir algo que não queremos vivenciar novamente e suprimir emoções. Mas é justamente por querer que elas desapareçam que sentimos a dor. Integrar as adversidades é o que nos faz amadurecer emocionalmente.

Nossa mente é hipnótica. Somos educados pelos hábitos e nos habituamos a viver de hábitos. Nós nos habituamos a habituar. Vivemos os hábitos. Habituamo-nos a certos pensamentos negativos, que trazem resultados destrutivos para nossas vidas. Ensinaram-nos a criar hábitos. Essa é a nossa sociedade. Portanto temos sempre que agir de acordo com a sociedade ou então somos criticados, julgados e condenados.

É importante trabalhar a minha mente para perceber meus pensamentos, lidar com ele, a fim de evitar que eu me comunique ou me relacione com os outros através dos meus hábitos mentais. Devo me relacionar com o que há de verdadeiro, no momento, entre mim e o outro, seja ele um ser humano ou qualquer outra energia do universo. Ao criarmos hábitos, ficamos distraídos, desatentos, cegos. Quando estamos alerta, somos sempre observadores. Observamos os resultados em nós e ao nosso redor.

Uma maneira de mudar o hábito é trocar o “habito de” por um “ato de”. Uma verdadeira ação envolve sentimento de prazer, motivação, amor e vontade de viver, porque você tem a certeza de estar em comunhão com a Inteligência Infinita, com o Ser Divino. Também podemos acender uma luz interior conscientizando-nos da nossa respiração. Quanto mais consciente estivermos de nossa respiração, mais a observaremos. Isso nos tranquilizará e nos fará relaxar. Desta forma estaremos mais energizado e mais alerta e portanto não cairemos na armadinha do “hábito”, fazendo mais do mesmo.

O único hábito que devemos ter é o de estar sempre alertas.

• Informações tiradas do livro: Rebirthing – “O novo Yoga”

1 de dezembro de 2010

Coincidências?

Green Park - Londres - outono
Já contei essa história muitas vezes, mas toda vez que conto de novo, as pessoas ficam curiosas e eu, novamente, fico tocada. Então decidi colocar a história aqui no blog.

Vamos lá: quando decidi estudar em Londres comecei a me programar, principalmente a questão das finanças. Entrei em uma firma e fiz a conta. Precisava trabalhar dois anos para conseguir o mínimo de dinheiro que precisava para ficar lá por mais ou menos dois meses. Quando finalmente juntei o dinheiro, resolvi pedir demissão da firma. Coincidentemente isso ocorreu no mesmo dia em que o meu gerente me informou que eu estava sendo promovida e, portanto, iria ganhar um montante a mais, que se completaria em 3 meses, um terço a mais por mês. Pensei, pensei e como não tinha muito dinheiro, resolvi que eu poderia trabalhar mais um ano e aí então ter mais dinheiro para viajar. No primeiro mês, o um terço do aumento veio e depois não veio mais. Questionei no RH da firma que não sabia de nada. Questionei então o ex-gerente que me perguntou se eu tinha anotado em algum papel se ele havia mesmo falado do aumento em três vezes. Minha indignação foi total e resolvi que eles teriam que me dispensar. Depois de alguma resistência, me dispensaram e, no dia seguinte, arrumei minha mala e lá fui eu para Londres.

Quando cheguei em Londres, chorei. Tive a sensação de que lá era meu lugar. Olhava para os prédios, para as pessoas e me identifiquei muito com aquele estilo de vida. Fiz um pedido: “Universo, fiz tudo pra vir pra cá. Agora quero ficar mais tempo e não há mais nada que eu possa fazer. Agora depende só de você.”

No dia seguinte começaram as aulas do meu curso de um mês. Meus professores eram Liz e John Soars – autores da linha Headway. Descobri que eles eram professores, mas tinham sido muito bem sucedidos como autores dos livros e, por isso, só davam aulas durante um mês por ano, para não perder contato com os alunos e para aplicar nessa turma um plano-piloto para as próximas edições dos livros. Eles eram ótimos. Cada aula era um show. Estava tão entusiasmada com tudo. Com Londres, com as aulas, com a língua.

Na segunda semana de aula eles me disseram que gostariam de falar comigo depois da aula. Fiquei curiosa e quando todos os alunos saíram, eles me disseram que gostariam de pagar o curso de inglês para mim por um ano. Como assim, pagar o curso pra mim? Por quê? Tentaram me explicar o inexplicável: “Porque você é muito interessada na língua. Porque vendemos muitos livros no Brasil e queremos de alguma forma retribuir....” Explicavam, mas acho que eles mesmos não sabiam muito bem a razão. Mas eu olhava em seus olhos e sabia: o universo tinha atendido meu pedido e estava usando aquelas pessoas maravilhosas para a concretização desse pedido.

Naquela época já sabia que não podemos recusar nada que o universo nos manda e então aceitei. Não conseguia passar pra eles minha alegria e minha gratidão. Talvez eles não tivessem idéia do que aquilo representava para mim. Lembro de chorar no metrô de tanta alegria, não só por poder ficar num lugar que eu estava amando, mas principalmente por ter entendido que o fato de o meu ex-gerente ter sido desleal comigo, foi justamente isso que tinha atrasado minha ida a Londres por dois meses. E esse atraso fez eu ir justamente no mês em que Liz e John estavam dando aulas. E me lembro de ter até agradecido àquele ex-gerente, porque, afinal, ele acabou sendo uma peça-chave para que tudo se encaminhasse da melhor forma. Nunca mais duvidei de que quando você pede ao universo, ele sempre diz SIM.

Liz e John foram mais que meus professores. Conheci a casa dos dois, suas filhas, o cachorro e o gato.

Minha experiência em Londres foi linda. Houve muitas “coincidências”, inclusive uma de encontrar por acaso a Carmen, uma amiga querida, que não via há um tempão (e essa também é uma história incrível). Tudo acontecia numa sincronicidade maravilhosa. Foi um período onde senti muita gratidão.

Quando voltei para o Brasil, um ano depois, não sabia muito bem onde trabalhar e uma amiga que estava saindo de uma escola de inglês me disse que a dona da escola gostaria de me conhecer. Eu ainda estava com Londres em meu coração e não conseguia fazer nada. Por ter demorado a procurar a dona da escola, ela foi até minha casa. Soube que a escola dava aulas “in company” e que os professores iam até as empresas. Aceitei o trabalho até por causa de minha experiência de ter trabalhado por 18 anos em empresas multinacionais. Minha grande surpresa foi quando ela mostrou os livros que usava. Era a linha Headway, de Liz and John Soars. Fiquei encantada e entendi que tinha que fazer isso mesmo. Depois de um ano, saí da escola e comecei a dar aulas por minha conta, no mesmo esquema, nas empresas. Descobri que o que me dava prazer profissional era mesmo dar aulas e ver o brilho dos olhos dos alunos quando assimilavam um conhecimento que até então achavam impossível. Mas essa é uma outra história que fica para um outro post.

28 de novembro de 2010

Respiração Consciente

“Quando você aprende a respirar e a relaxar na presença de seus sentimentos, você se une à sua natureza, cura o fluxo da sua vida, sua consciência é expandida, antigos padrões de comportamento desaparecem e doenças físicas são substituídas por saúde e jovialidade.”
Unmani

Nós não estamos acostumados a perceber se respiramos bem. É um ato tão natural que na verdade nem percebemos se respiramos. O fato é que não muitas vezes respiramos curto demais e não atingimos a nossa própria profundidade.

O oxigênio é a primeira necessidade de todas as criaturas vivas sobre a Terra. Nada pode viver sem ele. E é a respiração que leva o oxigênio do ar para as nossas células e elimina o dióxido de carbono de nosso corpo. Para assegurar esse suprimento de oxigênio precisamos ter uma respiração correta que permite ao sistema respiratório trabalhar com total eficiência e prover oxigênio suficiente para a vida do corpo. Normalmente respiramos 50 vezes por minuto e inalamos cerca de meio a um litro de ar a cada inspiração. Em uma respiração profunda inalamos um volume de até 4 litros.

Os antigos yogues afirmaram que cada um de nós vem a este mundo com um número fixo de respirações, portanto o tempo de vida de uma pessoa, não é medido em anos, mas pelo número de respirações de cada pessoa e que a vida de um indivíduo é aumentada com respirações mais lentas. Sem respiração não podemos viver. Ao respirarmos pela metade, só podemos viver pela metade. Apenas 3% das substâncias desnecessárias do corpo são eliminadas pelas fezes, 7% são eliminadas pela urina, 20% pela pele e 70% são eliminadas através das respiração.

Quando temos nossas experiências emocionais, a reação mais comum é diminuir a respiração para tentar barrar as dores físicas ou psicológicas.

Quando tomamos consciência da respiração, de imediato você a prolonga e em conseqüência prolongamos a vida. Existem muitas técnicas de respiração consciente. Na verdade a respiração consciente é: “Pare e Observe” a entrada e a saída de ar durante sua respiração. A respiração consciente refresca o corpo e a mente, refresca a energia vital do corpo, limpa o sistema nervoso e o sistema circulatório, nutre as células e os órgãos e equilibra seu corpo emocional.

Segundo Leonardo Orr, a respiração consciente é uma inspiração e não uma disciplina, Não é uma marca de um produto. É ter consciência da respiração. É um poder maravilhoso dentro de nós, uma potência que sempre tivemos, que ministra uma energia especial para manter o ritmo da respiração. Essa energia especial é o sopro da vida, uma energia que cura e alimenta. Por meio da meditação ou do ritmo da respiração, você pode alcançar essa energia. É provável que o medo inconsciente e as lembranças psicofísicas que nos impedem de ter acesso a esse poder mais frequentemente. A unidade na respiração provoca uma experiência física de unidade com o Ser.

Aprender a respirar correta e plenamente, com toda nossa capacidade, é o que mais contribui para a felicidade do mundo.

• Informações tiradas do livro: Rebirthing – “O novo Yoga”

21 de novembro de 2010

SARA MARRIOTT

Já escrevi aqui sobre Sara Marriott - uma mulher linda cujo otimismo me inspirou muitíssimo e que tive muito prazer em tê-la por perto por 3 anos inesquecíveis de minha vida. Grande surpresa ao vê-la neste video. Coloco novamente abaixo o post que já tinha escrito.


Sara Marriott me vem à mente com a frase: “Não, não Zezé, isso não é difícil, isso é desafiante”. Sara pedia que a gente não usasse a palavra "difícil", porque nosso subconsciente bloqueia qualquer atitude. O que não aconteceria se a palavra fosse "desafiante". Difícil é algo imutável. Mas se eu encarar algo como desafiante, então necessariamente pode se ter uma atitude.

Sara morava na comunidade onde morei e a imagem que tenho dela é aquela pequena criança curvada pelo tempo como quem agradece à vida. Passava por mim, me sorria com aqueles olhos azuis de Marte. Com passos rápidos, desafiando o conceito secular do tempo, ela ia em direção à sala de meditação, para lá talvez entrar em contato com seu ser cheio de luz descobrindo que seu mestre era interno e era de lá que recebia as respostas. Caminhava com o cão amigo, Terry, todas as manhãs, naquela estrada linda com borboletas entrecortando seu caminho.

Sara deixou em mim sua positividade ao encarar as coisas da vida. E é disso que lembro dela dizendo que atraímos para nós aquilo em que colocamos foco e energia. Não estava falando da tal lei de atração que virou um modismo. Falava da nossa responsabilidade em quebrar padrões e crenças ineficientes que não nos servem mais e substituí-las por outros mais eficientes.

15 de novembro de 2010

A não violência

Ainda sobre o livro que estou lendo, há uma parte que Satish fala sobre a angústia de nossa época e que a causa dessa angustia é clara: adotamos meios incorretos para alcançar fins corretos. Diz ainda que boa parte da população segue meios de violência, quer seja ela dissimulada ou não e que em geral nossa civilização é violenta, a industrialização, a centralização, o materialismo, a violência contra pessoas, animais, contra a Terra, a poluição etc.

Coloco aqui um trecho que achei interessante para saber por onde podemos começar a usar a não violência:

“A não violência deve começar na mente. A não ser que a mente esteja repleta de compaixão, a não violência não é possível. A não ser que se esteja à vontade no mundo interior, não se pode praticar a não violência no mundo exterior. Se a língua fala palavras doces para outras pessoas e não obstante, a mente as está condenando, isso então não é não violência. As sementes da não violência têm de ser semeadas na mente. Manter a mente pura é, pois, parte essencial da não violência. Uma mente pura significa uma consciência que não se corrompeu, não se contaminou e não se dilui com o desejo de controlar os outros.... A não violência da mente deve se traduzir em não violência da fala. Violência é pronunciar palavras prejudiciais, ásperas, insinceras, desnecessárias, desagradáveis e ofensivas. O uso habilidoso da linguagem é uma arte necessária à busca da comunicação pacífica. Devemos entender completamente o que os outros dizem antes de falarmos. A língua só é capaz de expressar uma verdade parcial: portanto a não violência é um guia essencial da nossa comunicação verbal. Diga a verdade, mas diga-a com amabilidade: se você não puder dizê-la com amabilidade, então fique em silêncio até aprender a arte da comunicação prática. A não violência é um princípio maior que a verdade. Podemos não saber o que é a verdade: a verdade de hoje talvez não seja a verdade de amanhã. Pratique a não violência da fala enquanto diz a verdade.

A não violência da mente e da fala leva à não violência da ação. Os fins não justificam os meios. A não violência é atenção e gentileza para com todas as criaturas.”

Não existe nenhum caminho para a paz. A paz é o caminho. 
 Mahatma Gandhi.

Não podemos resolver um problema com a mesma mentalidade e os mesmos valores que constituíram a causa inicial do problema.
Albert Einstein.

13 de novembro de 2010

Sem controle

Li um artigo da Alun Illumini - enviado pela minha querida amiga Sandra Felicidade - que fala sobre o medo do futuro. Ele veio em inglês e fala sobre um dos nossos grandes desafios que é lidar com a nossa necessidade de controlar tudo, de controlar o futuro. Também sobre isso falava com minha aluna/amiga Priscila, com uma outra querida e eterna amiga Cristina e com minha querida mãe que eu tanto admiro. Portanto, essa semana foi mesmo de grande aprendizado sobre esse assunto pra mim. Em todas essas conversas identifiquei facetas diferentes da mesma dor. Como cansamos tentando controlar tudo à nossa volta! Como deixamos nosso corpo tenso, duro, por tentarmos consertar tudo que achamos que está errado e então garantir o futuro tranquilo para nós e para todos aqueles que conhecemos.

Mas será mesmo que podemos controlar isso? Temos medo de ser desapontados em nossas expectativas. Temos medo de que as coisas não saiam do jeito que planejamos por achar que é assim o correto. Precisamos controlar tudo ou então tudo desabará! Imagine quanta energia gastamos para não deixar nada sair dos trilhos... Mas eis que de repente temos uma surpresa! Mesmo fazendo tudo, tudo incansavelmente, não temos garantias de que as coisas saiam exatamente como planejamos. Então vem a frustração, a impotência, a ansiedade que se não soubermos como lidar, nosso corpo físico saberá.

“A vida se desenrola em sua própria maneira suave. Da mesma forma que uma muda de árvore não dá frutos, uma vez que precisa primeiro crescer em tamanho, criar alicerces fortes e maduros, também precisamos nos dar uma base forte, crescer em experiência e maturidade. Precisamos aprender a aceitar que não podemos saber que coisas vão acontecer para nós no futuro porque ainda não aconteceram.”

Podemos então lembrar do dia em que respiramos pela primeira vez para começar essa misteriosa viagem. Tudo era surpresa! Não tínhamos sentimentos de medo sobre a segurança e nem de não sermos capaz de lidar com ela. Talvez se soubéssemos tudo o que iríamos aprender e como iríamos aprender, não tivéssemos coragem para prosseguir essa viagem maravilhosa que é a nossa existência aqui nesse planeta.

Se não sabemos o que vai acontecer, então o que precisamos fazer, ao invés de sentir medo, é acolher o que temos no momento presente, agir amorosamente praticando a melhor opção com honestidade e com o entendimento que temos neste momento presente. Se trabalharmos nosso medo presente e nossas expectativas e se conhecemos como nossas emoções funcionam, então não importa muito o que vai nos acontecer. Seja o que for, acolheremos com entusiasmo e com espírito de aprendiz e assim seremos capazes de lidar com esses novos eventos.

“Ao invés de ficarmos com raiva, estressados, deprimidos com alguma mudança nos nossos planos, podemos talvez agradecer a cada situação assim como chega. Quanto melhor você se sente com você mesmo, o mais provável é você atrair situações mais interessantes e/ou soluções mais eficazes para os desafios atuais também. Aproveite o desconhecido! Criar uma vida sabendo que, aconteça o que acontecer, você vai lidar com isso.

Nós somos extensões da Fonte Divina. Somos os arquitetos de nossa vida. Nós somos os criadores de nossa experiência. O que você está criando?"

Secret Garden - Nocturne

Tenho gostado muito de ouvir essa música.
Paz, deleite é o que ela me faz sentir.
(tire a propaganda que o youtube coloca e relaxe)

12 de novembro de 2010

Poesia - A. Caeiro

 
"O mundo não se fez para pensarmos nele
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo..
Pensar é estar doente dos olhos. Pensar em nada é ter a alma própria e inteira. Pensar em nada é viver intimamente." A. Caeiro

6 de novembro de 2010

Gratidão

Portugal - Abundância de beleza













Minha amiga Mirella que estuda no Schumacher College e está adorando me falou de um livro, já traduzido para o português. Como adoro ler, comprei o livro no mesmo dia, desta deliciosa maneira de se comprar pela internet e receber no dia seguinte. Comecei a ler e agora estou numa parte muito bonita, onde o autor fala das virtudes que precisamos cultivar e celebrar para que a gente tenha verdadeira transformação. E uma das virtudes é a gratidão. Ao se ter gratidão com tudo, saímos do papel de vítimas e assumimos a responsabilidade por todas as coisas que acontecem em nossas vidas e tiramos proveito de cada evento.

Transcrevo aqui uma parte do texto:

“Na vida moderna, nós nos queixamos de tudo. Quando está chovendo, dizemos: “O tempo está horrível – tão úmido e tão frio!”. Quando faz sol, reclamos: “O tempo está quente, muito quente!”... “Tive uma infância horrível”, queixamo-nos. “Minha escola era péssima”, lamentamos. “Meus colegas nunca gostaram de mim.”, resmungamos, e esse tipo de resmungo prossegue interminavelmente.

Para crescermos espiritualmente, precisamos desenvolver a capacidade de estima e gratidão. Precisamos nos educar para reconhecer os dons que recebemos de nossos antepassados, de nossos pais, de nossos professores, de nossos colegas e de nossa sociedade em geral. Precisamos também exprimir nosso agradecimento pelas dádivas da Terra. Que maravilhoso sistema é este planeta Gaia! Ele regula o clima, organiza as estações e fornece abundância de alimentos, beleza, prazer sensual e satisfação espiritual para todas as criaturas. Quando estamos deslumbrados e maravilhados com as atividades da Terra, só podemos nos sentir abençoados e gratos. Quando a comida é servida, enchemo-nos de um sentimento de gratidão. Agradecemos ao cozinheiro e ao agricultor, mas devemos também agradecer à terra, à chuva e ao sol. Devemos até expressar nossa gratidão às minhocas que estão trabalhando dia e noite para manter o solo fértil.... É a beleza inculta que nos alimenta a alma enquanto os frutos da terra alimentam o corpo.

A generosidade e o amor incondicional da Terra por todas as suas criaturas são ilimitados. Nós plantamos uma pequena semente de maçã no solo. Esta pequena semente resulta numa árvore daí a alguns anos e acaba produzindo milhares e milhares de maçãs ano após ano. E tudo isso de uma sementinha, às vezes semeada por si mesma. A árvore não faz discriminação, não faz nenhuma pergunta. Ela oferece seus frutos ao pobre e ao rico, ao santo e ao pecador, ao tolo e ao filósofo, à vespa e ao pássaro. O que mais podemos sentir pela árvore a não ser gratidão?...”

É engraçado que a gente sabe qual o sentimento que sobra dentro de nós quando reclamamos de algo – vazio, oprimido, sem energia e sabemos do sentimento quando somos gratos a alguma coisa – leveza, expansão, liberdade. No entanto, quase como um vício, muitas vezes escolhemos reclamar. O que está por trás dessa escolha? Do que este vício nos protege? Do que temos medo? Me parece então que precisamos examinar essa questão do medo em nossas vidas. E o antídoto ao medo é a confiança. Confiança em si mesmo, confiança no outro, confiança no processo do universo. “Temos o sol para nutrir toda essa vida: temos água para saciar nossa sede e terra para cultivar nossos alimentos. Temos árvores para para produzir frutos e leite maternos para alimentar os bebês. Como disse Juliana de Norwwich:
“Tudo ficará bem, todo o tipo de coisa ficará bem.”

Agradeço então a Mirella pela dica do livro de Satish Kumar – Bússola Espititual.

1 de novembro de 2010

Confiança


Foto de New England tirada por um amigo

Todo mês recebo esta mensagem de Findhorn. Este mês recebi a mensagem do "Anjo da Confiança que partilho aqui com vocês por considerar muito bonita.

Aja a partir de um ponto de sabedoria dentro de você mesma, ao invés de agir por adaptação a uma experiência externa. Livre-se de seus pré-conceitos e de sua necessidade de controlar o processo criativo da vida.

Não importa qual o caminho espiritual em que você se encontre, um senso de paz total se resume apenas numa questão: Você consegue abrir mão da necessidade de controlar sua vida e confiar na existência de forças benevolentes que guiam tudo o que já aconteceu, acontece e acontecerá?

A confiança é o modo como a alma se sintoniza com a lei fundamental da realidade. Há um ritmo profundo que se move através de toda a vida e que não pode ser controlado por nossa vontade. Quando a confiança informa nossa experiência, ela permite que nossa psique relaxe e que nossa alma fique em paz com nossa situação. Podemos descansar numa irrefutável confiança de que o universo provê; de que temos e receberemos aquilo de que realmente necessitamos, e de que a vida é administrável. Na verdade, freqüentemente ultrapassa de longe aquilo que somos capazes de imaginar.

Quando temos muita confiança básica, somos corajosos e assumimos riscos. Não suprimimos nossas competências. Mergulhamos na vida de cabeça, fazendo aquilo que parece ser apropriado, com a confiança de que dará certo. A vida se torna uma história de criação não uma pista de obstáculos.

Sem confiança básica, temos tendência a reagir àquilo que acontece com nosso condicionamento, querendo que nosso processo siga um caminho ou outro. Nós nos apegamos a suposições e resultados predeterminados. Tornamo-nos tensos e contraídos e fazemos o possível para manipular as circunstâncias para que se encaixem em nossos desejos.

Aqui vai uma sugestão para mudar a resposta interna automática a sinais externos. Quando um sinal de trânsito se torna amarelo e há uma distância segura para parar antes dele se tornar vermelho, o que você tende a fazer? Você acelera para conseguir passar? Se a resposta é sim, esta é uma metáfora para o que acontece dentro de você quando sua luz amarela da preocupação se acende – você acelera, tenta com mais afinco, move-se mais depressa, faz mais, todas essas reações sendo respostas de stress advindas do seu condicionamento. Confiança é a habilidade de parar e esperar que a luz verde sinalize a hora de seguir a diante novamente.

Para o mês de novembro, por que não exercitar os freios quando as luzes estiverem amarelas e tirar um momento para pausar, e respirar na confiança e no ritmo mais profundo da vida, enquanto espera que a luz verde novamente sinalize a hora de seguir?

Aumentar nossa confiança e aprofundar nosso relaxamento interno traz a possibilidade de vivermos nossas vidas com amor, apreciação e prazer naquilo que o universo nos dá, com compaixão e bondade naturais pelos outros e por nós mesmos.

Confiança pode aumentar a sua capacidade para criar pensamentos de amor e ações gentis.

31 de outubro de 2010

Entrega


Rafaela dormindo, sem apegos.
 Estive pensando como o ato de dormir está relacionado com o ato de se entregar e de se desapegar. Quando dormimos, desapegamo-nos de nossa atividade, dos nossos controles e de nossos papéis. E nos entregamos a algo que não sabemos o que é, sem ter garantia alguma de que vai ser bom.

Não dormir bem pode causar nervosismo, irritação, medo, ansiedade, intestino preso etc. Ouvi em uma palestra de Claudia Regina Gonçalves que essas queixas podem ser derivadas de algo em nossa vida de que não queremos nos desapegar, que estamos inflexíveis com alguma situação, que estamos muito apegados aos detalhes, principalmente quando somos perfeccionistas.

Algo em nossa vida acontece que nos deixa triste e então nos apegamos a essa tristeza e tentamos deixar essa situação da maneira como achamos certo para que não soframos mais a dor. Se multiplicarmos por todas as situações que nos causam mal, podemos concluir que estamos o tempo todo tentando consertar coisas ao nosso redor para que a gente não sofra com aquilo que achamos que esteja errado.

Ufa! Temos que fazer muita coisa e nos esvaímos tentando, nossa energia simplesmente se evapora.

O que há então de errado em querer fazer algumas coisas para consertar o mundo? Nada! Desde que você faça algumas perguntas antes como: por que é que eu quero ajudar essa situação ou essa pessoa? Estou dando o que o outro quer ou o que eu acho que o outro precisa? Estou fazendo isso para que assim eu não sinta a dor que eu estou sentindo? Quem garante alguma coisa?

Na verdade, só podemos fazer algo de bom paro o outro quando estamos também nos trabalhando, nos percebendo. Senão, fica só um fazer pelo fazer que não atinge a essência do outro. E assim nada muda.

Ajudar o outro precisa ser um ato de amor. Um ato que saia de seu coração. Só depois que você sentiu e percebeu o que o outro precisa é que você pode fazer alguma coisa que, muitas vezes não é o que você acha que seria bom para o outro, mas é o que o outro consegue acessar nesse momento. O resto é desperdício de energia. Da sua energia.

Então, para dormirmos bem, temos que exercitar esse ato de desapego com todas as coisas, pois apego gera rigidez. Exercitar também a não impor rigidamente nossas idéias e nos tornarmos mais flexíveis. Abraçar a incerteza, cultivar a segurança interior.

“Só dorme bem quem aprende a repousar dentro de si.”
 (Augusto Cury)

23 de outubro de 2010

Integração

Entrevista com Roberto Crema
(antropólogo, psicólogo e reitor da UNIPAZ)
"O oposto da paz é a estagnação."
"Nós não nascemos humanos, nós nos tornamos humanos."

22 de outubro de 2010

Respirar

A experiência lá na Serra da Mantiqueira foi excelente. O lugar é lindo. É bom olhar para paisagens tão diferentes das que vemos no nosso dia a dia. O acolhimento foi tão amoroso que chegou até a comover todo o grupo. A comida feita pela Nani é uma delícia. Tudo era lindamente preparado com qualidade e com um cuidado especial, onde podíamos integrar o alimento, o cheiro e as cores. Fomos nutridas por uma comida fresca saudável e por toda energia amorosa que envolvia cada prato.

E foi nesse ambiente que comecei a entrar em contato com o Renascimento que é uma técnica simples de respiração consciente, que nos dá um intenso bem estar, desfazendo os nós energéticos, soltando as tensões musculares que acumulamos durante nossa vida. Ao permitir que isso aconteça, experimentamos uma conexão interna com nós mesmos, uma maior leveza, uma serenidade profunda. Desse modo nos tornamos mais conscientes do que acontece em nossa vida e de como escolhemos coisas que são ditadas pelas nossas crenças. O que pensamos até agora cria as experiências que temos nesse momento. Então, se escolhermos pensamentos mais expansivos poderemos criar experiências de vida mais expansivas também, criando aquilo que queremos.

Nesses 9 dias compreendi que estar alegre é ser o que você é. E que qualquer coisa que nos aconteça, qualquer assunto que comece a fazer parte de nossa vida, mesmo os que a gente considere mais doloridos, qualquer coisa, temos sempre um outro jeito mais expansivo de nos ver. Qualquer coisa que experimentamos na vida é sempre uma configuração da nossa própria vitalidade. Ao olhar dessa maneira percebemos o que realmente sentimos, ouvimos e vemos, e acolhemos qualquer que seja a dor. E, em seguida deixamos que ela se vá, deixando seu espaço. E enfim respiramos.

Respirar é o primeiro ato que fazemos ao nascer neste mundo, depois de todo processo intenso do nascer. O ar nos penetra, nos invade e passamos a vivenciar essa aventura que é a vida para então terminarmos a vida num último suspiro.

“Há duas bênçãos na respiração,
Absorver o ar e soltá-lo outra vez:
Uma nos pressiona, outra nos refresca,
que mistura maravilhosa é a vida!”
(Goethe)

“(Renascimento)... é até hoje o melhor método para se conseguir liberações emocionais e desbloqueios da personalidade. O Renascimento produz efeitos de ótima qualidade, como o perdão por tudo o que possa ter acontecido no passado, gratidão pelo presente, aumento na auto-estima e certa espiritualização que ocorre espontaneamente se a pessoa repetir muitas vezes o processo
(Angelo Gaiarsa – psiquiatra que, aos 90 anos, respirou pela última vez nessa existência enquanto dormia, exatamente no penúltimo dia que estávamos lá no alto da Serra da Mantiqueira).


San estava sempre por perto


Sentindo o sol no corpo


A pousada acolhedora


Visão das montanhas


Outra linda visão das montanhas


Uma cor no meio de tanto verde


Mais montanhas


Pássaros descansando...
Agradeço aqui todo o carinho de Khalis e Tárika pela condução amorosa e alegre de todo o ensinamento.

7 de outubro de 2010

Serra da Mantiqueira

Para vocês que me visitam aqui, quero dizer que não vou postar nada por 10 dias porque estarei em um curso. Se vocês quiserem saber algo sobre isso, entre no video. Depois conto tudo o que vivenciei lá na serra da Mantiqueira.

3 de outubro de 2010

Equilíbrio


Lilly - Professora de Yoga
A semana foi mesmo muito interessante. Parte da placa mãe de meu lap top deu problema. Aprendi que placa mãe é a que conecta tudo e tudo é conectado nela. O computador do Edmilson também pifou. Depois foi meu pen-drive que parou e não consegui mais ouvir minhas músicas prediletas no carro enquanto ia ao trabalho. A TV parou por um período. E o gravador (aquele que usa fita cassete) que uso nas minhas aulas de inglês também quebrou. Ufa! Urgente, precisava solucionar pelo menos o problema da gravador. Fui até a loja e disse a atendente que eu queria um igual a esse. E mostrei a ela o tal gravador. Ela olhou, olhou e me perguntou: “O que é isso?” Provavelmente a jovem atendente não sabia que lá dentro se colocava uma fita que ia rodando, rodando e gravando ou emitindo sons. Procurei em todas as lojas de Campinas, Internet e nada. Ninguém comercializa esse “gadget”. Que fazer? Fui até uma loja especializada nos modernos aparelhos e expliquei o que eu queria e descobri um celular onde eu podia colocar lá dentro todos os meu 18 cds contendo as aulas de inglês. Simples, me disse um vendedor gaúcho, simpático, atencioso e eficiente numa loja terceirizada da Vivo. Como? Eu não precisaria mais usar nada? Só o celular? Ok, comprei o celular e passei o fim de semana transportando tudo para aquele minúsculo aparelhinho. Mas acabei gostando muito.

Estou contanto essa história que a princípio parece simples, mas foi um intenso trabalho interno. O Edmilson foi aparando todos os momentos mais desafiantes com seu conhecimento e com sua persistência em transpor o que ainda não domina. Eu tentava manter a calma para entender o que estava acontecendo. Algumas vezes foi difícil, pois tudo que eu precisava fazer esbarrava em um desses aparelhos que se recusaram a funcionar. Vários sentimentos afloraram e eu fiquei observando e usando muito as técnicas de respiração. Era um momento de me aquietar. Não, o mundo não estava contra mim. Era uma oportunidade a mais para olhar para dentro de mim e me centrar cada vez mais. Pensava sempre em umas posições do Yoga onde a gente tenta ficar em equilíbrio mesmo quando seu corpo está numa posição não convencional. E para equilibrar, temos que olhar para um foco, ativar o seu corpo e descansar na respiração. Sem isso, desequilibramos e caímos. Mas, mesmo ao desequilibrar e cair, a gente pode retomar, focar, respirar, ativar o corpo e tentar se equilibrar novamente.

Na minha aventura com os eletrônicos foi constante esse exercício, pois não era só lidar com os aparelhos quebrados, mas também ter que aprender essa outra linguagem, sair do velho e aceitar o novo, se adaptar sem resistência. Aceitar tudo o que vem e aceitar que o novo pode ser bom se nos abrirmos a ele.

Foi assim que tirei proveito dessa situação usando-a como uma metáfora.

Quem olha para fora, sonha.
Quem olha para dentro, acorda.
Jung